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Áreas de atuação · Transplante de córnea

Transplante de córnea: técnica indicada caso a caso

O transplante de córnea substitui a córnea doente ou opaca por tecido saudável de um doador, para devolver transparência e qualidade visual. Hoje é possível trocar só a camada afetada, com recuperação mais rápida em muitos casos.

Por Dr. Ricardo Menon Nosé · CRM/SP 145.706 · RQE 47621

Quando o transplante é indicado

A córnea é a camada transparente na frente do olho. Quando ela perde a transparência ou o formato e outros tratamentos já não bastam, o transplante pode ser a melhor opção. As indicações mais frequentes são:

  • Ceratocone avançado, quando óculos, lentes e outros procedimentos não oferecem visão adequada
  • Distrofia de Fuchs e outras doenças do endotélio, a camada que mantém a córnea transparente
  • Cicatrizes e opacidades após infecções, traumas ou úlceras de córnea
  • Distrofias e degenerações da córnea
  • Falha de um transplante anterior

Técnicas de transplante

A escolha depende de qual camada da córnea está doente. Trocar apenas a camada afetada preserva o restante do tecido do paciente e costuma ter menor risco de rejeição e recuperação mais rápida.

  • Transplante penetrante: troca a córnea em toda a espessura, indicado quando todas as camadas estão comprometidas
  • Lamelar anterior (DALK): troca as camadas da frente, preservando o endotélio do paciente, como em muitos casos de ceratocone
  • DSAEK: troca o endotélio e uma fina camada de suporte, em doenças endoteliais
  • DMEK: troca apenas o endotélio, com tecido muito fino e recuperação visual em geral mais rápida

Como é o processo

O primeiro passo é uma avaliação detalhada, com exames de imagem da córnea que mostram quais camadas estão afetadas. A córnea do doador vem de banco de olhos e passa por controle de qualidade antes do uso, e o paciente entra em lista de espera. A cirurgia é feita em centro cirúrgico, com anestesia, e o médico explica antes o tipo de procedimento e os cuidados necessários.

Recuperação e acompanhamento

Depois do transplante, o acompanhamento é prolongado. Há uso de colírios por meses, às vezes por mais tempo, e retornos frequentes no início. A visão melhora de forma gradual, em semanas ou meses, conforme a técnica e a cicatrização.

Dor, olho vermelho, sensibilidade à luz e queda da visão depois do transplante podem indicar rejeição e pedem avaliação imediata. Quando tratada cedo, a rejeição costuma ter controle.

Riscos

Como em qualquer cirurgia, existem riscos, como rejeição, infecção, aumento da pressão do olho e catarata. O médico avalia caso a caso e explica as chances e as limitações antes de indicar.

Dúvidas frequentes

Existe fila para transplante de córnea?

Sim. A córnea depende de doadores, e o tempo de espera varia. A equipe orienta sobre o processo, o preparo e os retornos.

O transplante é sempre da córnea inteira?

Não. Hoje é possível trocar apenas a camada doente, como no DALK, no DSAEK e no DMEK. A técnica é escolhida conforme a doença e os exames.

Quanto tempo leva para enxergar bem depois do transplante?

Varia com a técnica. Em geral a visão melhora ao longo de semanas e pode levar meses para estabilizar, principalmente nas técnicas que envolvem pontos ou camadas mais espessas.

O corpo pode rejeitar a córnea?

Pode haver rejeição, e por isso o uso de colírios e os retornos são essenciais. Dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e queda da visão devem ser avaliados logo, pois o tratamento precoce costuma controlar o quadro.

Todo ceratocone precisa de transplante?

Não. A maioria dos casos é controlada com óculos, lentes de contato, crosslinking ou anel intraestromal. O transplante fica para casos avançados ou com cicatrizes.

Este texto não substitui a consultaCada olho é diferente. Para avaliar o seu caso, agende uma consulta. Agendar pelo WhatsApp
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