Por que o caso é diferente
A lente intraocular é escolhida a partir de medidas do olho, entre elas o formato da córnea. O laser altera esse formato, e as fórmulas comuns, que partem de uma córnea sem cirurgia, podem errar o grau da lente. O resultado possível é sair da operação com miopia ou hipermetropia residual.
Como o cálculo é feito
Para compensar, o planejamento combina exames de mapeamento da córnea, como a topografia e a tomografia, com fórmulas desenvolvidas para olhos já operados. Se existir o registro do grau e das medidas anteriores à cirurgia refrativa, ele ajuda bastante, e vale guardar esses papéis.
O que perguntar antes de operar
- Qual fórmula será usada para o meu olho?
- Qual é o grau esperado depois da operação, e qual a margem de erro?
- Se sobrar grau, existe a possibilidade de ajuste com laser ou com óculos?
- Uma lente tórica ou de foco estendido é indicada no meu caso?
Expectativa realista
Em olhos que já passaram por laser, a previsibilidade costuma ser um pouco menor do que em olhos virgens de cirurgia. Por isso o paciente é orientado sobre a possibilidade de um pequeno ajuste posterior. A conversa franca antes da cirurgia evita frustração.
Quando procurar avaliação
Se você fez cirurgia refrativa e notou visão embaçada, ofuscamento ou troca frequente de grau, vale uma consulta. Nem todo embaçamento é catarata, e o exame separa o que é do cristalino do que é da córnea ou da superfície do olho. Veja também o texto principal sobre cirurgia de catarata.
Dúvidas frequentes
Quem fez LASIK pode operar catarata?
Pode. O cuidado está no cálculo da lente, que precisa considerar que a córnea foi remodelada pelo laser.
Vou ficar sem óculos depois?
Depende da lente escolhida, dos exames e do grau final. Em olhos que já passaram por laser, a previsão é menos exata, e um pequeno ajuste pode ser necessário.
Guardei os exames de antes do laser. São úteis?
Muito. As medidas anteriores à cirurgia refrativa melhoram a precisão do cálculo da lente. Leve tudo o que tiver à consulta.